Com a
mudança de paradigma, onde o aluno passou a ser o centro da educação, outra
relação extremamente importante começou a ser discutida: a vivência
professor-aluno.
Teóricos
respeitados tentam traçar um caminho a ser percorrido para que esses dois essenciais
elementos do fazer pedagógico possam andar em harmonia para que resulte no
aprender.
Paulo
Freire em sua obra Educação da Autonomia discute que as pessoas não são iguais, as
crianças não são vazias em si mesmas, trazem para a escola conhecimento e
experiências que devem ser respeitadas pelo professor. Assim, o professor não
pode ser autoritário para que não sufoque
a liberdade das crianças, tão pouco “aprisione a mente” delas. Para
que a relação com o aluno dê certo, é preciso respeitar os saberes do aluno, e
crescer com as experiências deles. Cativar, motivar e despertar a curiosidade.
Portanto, ensinar é ter humildade, tolerância, defender os direitos dos alunos;
é “ ter alegria e esperança no coração”. “ saber escutar o que o aluno tem a
dizer”. Ter disponibilidade para o diálogo. Considerar o aluno como o fruto do
futuro.
De forma análoga, Rubem
Alves com sua visão sonhadora, no vídeo,
O Papel do Professor, propõe um novo tipo de professor: o que “não ensina nada”,
“é um professor de espantos”. Pois o “objetivo da educação não é ensinar
coisas, pois as coisas já estão na internet, estão por todos os lugares, estão
nos livros”. É “ensinar a pensar”.
Pedro Demo, em uma
entrevista a revista Nova Escola, disse que aprender bem está ligado a
pesquisa, “pesquisa é uma boa maneira de formar”. Para isto o professor precisa
“saber convencer sem vencer”. “saber fundamentar, sem ser dono da verdade”. Ele
advoga que o ambiente pedagógico que dar certo é : criar uma certa
modéstia, consolidar uma ideia, mas ao
mesmo tempo essa ideia deve continuar aberta, “ não poder ter ideias fixas”,
“saber escutar o outro”, “ter o outro como parceiro e não como dominado”. Para
ele isto é “ incrivelmente pedagógico, incrivelmente, socrático, maiêutico,
incrivelmente construtivista”. A pesquisa como princípio científico traz num
equilíbrio todas as boas teorias da aprendizagem.
Mas o que se tem visto em
reportagens de jornais, revistas, blogs é um digladio entre professor e aluno.
As
imagens que se têm percebido da relação professor – aluno são as mais cruéis
possíveis.
Charges,
frases, resenhas, traz uma imagem degradante do professor em sala de aula.
AVERSÃO A METODLOGIA

"O BICHO PROFESSOR"
REPORTAGEM SOBRE A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS
Em análise desse quadro, as escritoras Monica Carapeços Arriada e Edla Maria Faust Ramos, editado pelo MEC, neste ano de 2013, com fins a orientar o cursista do Rede de Aprendizagem, que traz como objetivo “promover a análise do papel da escola e dos professores frente à cultura digital nesta sociedade altamente tecnificada.”
Genilda Melo
Graduada
em Letras, especialista em Estudos Comparados em Literaturas de Língua
Portuguesa, especialista em Gestão Escolar, Mestranda em Educação.


Excelente a entrevista com Mário Sérgio Cortella.
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