
Maria Luisa Belloni (2010)
cria uma hipótese de que as TICs podem estar criando uma distância muito grande
entre adultos e crianças, atribuindo o ato violento das relações interpessoais
a esse fato.
[..]invertendo
os papéis tradicionais na relação entre o adulto-que-sabe e a criança-que-nada-sabe
e criando uma nova espécie de diversidade cultural intergeracional e
interclasses, cuja característica mais marcante é a fissura em torno das
questões éticas que envolvem a compreensão de muitos elementos do mundo,
especialmente ligados à política e à violência que circunda nossas vidas”(p.13)
Neste ponto há o entrave: a
escola está distante da realidade dos adolescentes e jovens desta era digital.
Os professores que foram educados em uma cultura presencial e oralista, não
acreditam nessa nova forma de aprender do aluno – num ambiente sem lugar, na
ausência do concreto.
Entretanto, o que se vê é um
entrelaçamento de ideias e comportamentos. Criou-se a cibercultura, “conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de
práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem
juntamente com o crescimento do ciberespaço” (LÉVY, 2000, p. 17)
O resultado de tudo isto é
uma complexidade de mudanças sociais e comportamentais, “misturas e integração
de diferentes gerações tecnológicas, fica evidente a complexidade das formações
culturais dos nossos tempos.”(Arrida e Ramos, 2013, p. 54) Formando uma cultura
híbrida, de consciência coletiva.
Este é o momento de o
professor mudar de status. Aderir as diversas possibilidades da cultura midiática,
apropriar-se pedagogicamente das diferentes ferramentas e mídias ( sites, blogs,
vídeos, facebook), acompanhar a
cibercultura. Navegar junto com os alunos nas diversas redes.
Genilda Melo
Graduada
em Letras, especialista em Estudos Comparados em Literaturas de Língua
Portuguesa, especialista em Gestão Escolar, Mestranda em Educação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário